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SAÚDE
Dietas da Moda: esforço inválido
20/01/2015

Não é novidade que fazer dieta da moda, sem a adoção de hábitos saudáveis pode ser um tiro no pé. Obviamente os resultados são chamativos e tentadores mas não são duradouros.

Um site popular em nutrição conseguiu analisar mais de 26 artigos que ofereceram esse tipo de dieta por mais de 4 semanas, as dietas analisadas foram: vigilantes do peso, Dr. Atkins, South Beach e dieta da zona, todas apresentaram resultado negativo na manutenção do peso, apesar da perda de peso, não conseguiram mantê-lo nos12 meses subsequentes.

Os nutricionistas são conclusivos em dizer que a manutenção do peso só acontece quando há mudança real de estilo de vida.

Sabemos que essa época do ano propicia às pessoas buscarem métodos milagrosos e isso faz com que os consultórios lotem em meados de fevereiro/março.

Para quem deseja um corpo com saúde, esbelto, sem recorrer a métodos da moda, deve mudar de estilo de vida, isso envolve mudar a forma de ver os alimentos, ser disciplinada e focado, com a orientação profissional adequada. Somente a mudança de hábitos fará com que consiga manter uma vida saudável para a vida toda.

Procure um nutricionista!

 

Fonte: meunutricionista.com.br

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Vida longa e próspera: 15 maneiras simples de viver mais e melhor
17/11/2014

Quando uma pessoa faz aniversário nós geralmente a parabenizamos e desejamos que ela tenha muitos anos de vida. Viver bastante é, definitivamente, um de nossos maiores objetivos. Se é isso que você também quer, confira algumas atitudes inusitadas a seguir, retiradas da Time, e que podem ajudar você a apagar muitas velinhas ainda. E, lógico, não se esqueça de olhar para os dois lados da rua antes de atravessar – o mínimo cuidado também ajuda:

 

 

1 – Adote um cachorro

Uma pesquisa recente, publicada no Circulation, revelou que ter um cachorro em casa faz com que o dono do animal seja mais ativo e, consequentemente, diminua os riscos de desenvolver doenças cardíacas. Olha só que bacana: quem leva seu cachorro para passear acaba fazendo, em média, 150 minutos de atividade física semanalmente. Além de tudo, ter um cachorro vai reduzir seu stress e fazer de você uma pessoa feliz.

2 – Faça mais sexo

Eis uma forma bastante prazerosa de fazer bem para a sua saúde, convenhamos. Talvez você não saiba, mas muitos cientistas por aí já sugeriram que há uma relação direta entre ter orgasmos e viver mais. Pode começar a comemorar.

Vamos aos dados e às datas: uma pesquisa de 1997 concluiu que homens que tinham bastantes orgasmos eram menos propensos a desenvolver doenças cardíacas. Além disso, fazer sexo vai melhorar seu sistema imune, reduzir seu stress e, inclusive, pode ajudar a controlar seu apetite – ótimo complemento para aquela sua dieta nova. Três orgasmos por semana já vão melhorar a sua saúde. Ordens médicas: melhor não contrariar.

3 – Não se esqueça de usar o fio dental

Usar o fio dental não apenas vai tirar aquele restinho de comida que ficou entre os dentes, como também vai evitar a formação de placas. A verdade é que não usar o fio dental pode causar inflamações na sua gengiva, o que aumenta o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Parece bizarro, mas diversos estudos relacionam o surgimento de doenças cardíacas à falta de higiene bucal. Especialistas recomendam usar o fio dental pelo menos uma vez ao dia.

4 – Tenha atitudes positivas

Cientistas da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, estudaram a vida de 243 centenários e descobriram que todos eles tinham algumas características em comum: eram pessoas que viam o lado bom da vida, otimistas, felizes e fáceis de conviver.

Na dúvida, tente ser uma pessoa mais maleável, divirta-se mais, ria mais, dedique um pouco de seu tempo a assistir vídeos engraçados ou a fazerqualquer coisa que provoque o seu riso. Rir ajuda a diminuir a pressão arterial, as dores fortes e o stress.

5 – Seja sociável

Sair com os amigos, ir num boteco ou apenas reunir a galera para tomar um café pode fazer com que você viva mais. Uma análise de 148 pesquisas, feita pela Universidade de Brigham Young, descobriu que claramente há uma relação entre o convívio social e uma vida longa.

“Pessoas com relações sociais fortes têm 50% a mais de chances de continuar vivendo do que aquelas com relacionamentos fracos”, disse Elizabeth Lombardo, pesquisadora, escritora e psicóloga. Ela completou dizendo que ficar sozinho pode comprometer nosso sistema imune.

6 – Coma nozes

Pessoas que comem nozes com frequência têm menos chances de morrer do que aquelas que não comem. A relação entre nozes e longevidade foi publicada em 2013 no New England Journal of Medicine.

Nozes são ricas em antioxidantes, fibras, gorduras insaturadas e, de quebra, fazem um bem danado à sua saúde cardíaca. Consumindo com moderação, está valendo.

7 – Descubra seu propósito

Não importa qual é a sua idade, encontrar um propósito na sua vida vai fazer com que você viva mais. Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Rochester descobriu, avaliando o perfil de 6 mil pessoas, que aquelas que encontram um propósito para suas vidas vivem mais do que as que correm atrás de apenas um objetivo específico.

Para definir um senso de propósito de vida, foque-se no impacto positivo que determinado trabalho realizado por você pode ter. Deixe de ser perfeccionista e não fique focado em apenas um objetivo.

8 – Beba café

Péssima notícia para quem tem gastrite: a verdade é que beber café pela manhã não apenas faz com que você acorde de uma vez por todas como o consumo da bebida pode aumentar seu tempo de vida. Há diversos estudos sobre os efeitos do café no organismo, e alguns já apontaram que a bebida pode diminuir as chances de a pessoa ter diabetes, doenças cardiovasculares e, inclusive, Alzheimer.

O segredo, como tudo na vida, é não exagerar. O excesso de cafeína pode provocar insônia, crises de ansiedade e interferir na absorção de cálcio.

9 – Durma bem

Sabe aquela pessoa que diz que dorme pouco porque “vai ter a eternidade inteira para dormir”? Não dê ouvidos a ela. Para viver mais, você precisa dormir bem. A falta de sono está diretamente ligada a doenças como o diabetes tipo dois, sabia? Além disso, ficar sem dormir vai fazer de você uma pessoa ranzinza, mal humorada e cansada o tempo todo. O ideal é ter pelo menos sete horas de sono por dia. Manter uma rotina de descanso é fundamental – vale também para os finais de semana, hein!

10 – Seja feliz

Lógico que felicidade não é uma camisa que você simplesmente escolhe usar, mas é possível pensar a respeito e descobrir o que é que faz de você uma pessoa feliz de verdade. Vale de tudo: daquele bolo de fubá que só a sua avó sabe fazer à companhia do seu melhor amigo; do seu novo livro favorito ao final de semana passado ao lado dos seus pais. A felicidade vem, geralmente, com as coisas mais simples, repare.

Ser feliz é tão bom que um estudo de Illinois, nos EUA, descobriu que, de fato, pessoas felizes vivem mais. Elizabeth Lombardo explica que fatores como depressão, pessimismo e stress estão diretamente relacionados a uma vida mais curta, afinal são fatores que prejudicam nosso sistema imunológico.

Vale lembrar que, em casos de depressão e outras doenças similares, não adianta dizer para a pessoa que ela precisa ver o lado bom da vida, simplesmente porque isso não depende dela. Nesses casos, portanto, é sempre bom procurar ajuda médica, afinal há diversos tratamentos eficientes para o problema.

11 – Chega de refrigerante

Não pense na bebida apenas como uma vilã para quem quer perder peso. Refrigerante não é bom para ninguém, e isso vale tanto para a versão normal quanto para as sem açúcar. Um estudo recente, publicado no American Journal of Public Health, descobriu uma relação entre o consumo da bebida e o tempo de vida de quem a bebe.

Os pesquisadores levaram cinco anos para descobrir que o consumo de refrigerante normal está diretamente relacionado ao encurtamento dos telômeros, que são estruturas dos nossos cromossomos, ligadas ao envelhecimento.

Quanto às versões dietéticas, fica o alerta: o consumo está associado ao ganho de peso, ao surgimento do diabetes tipo 2 e à depressão. Na dúvida, tome bastante água e aposte em sucos, principalmente os naturais sem açúcar.

12 – Corridinha básica

Além de ser um excelente exercício, algumas pesquisas sugerem que não é necessário mais do que cinco minutos de corrida por dia para garantir uma vida mais saudável e, consequentemente, mais longa. Isso pode reduzir em até 58% a sua chance de desenvolver problemas cardíacos, sabia? Além disso, diminui em 28% o risco de morte de uma maneira geral. E o melhor de tudo é que você pode correr em ritmo lento, não precisa querer bancar o maratonista.

13 – Se você come carne, escolha o peixe

O conselho aqui se dá por causa do ômega-3, substância com efeitos praticamente mágicos. Um estudo publicado no Annals of Internal Medicine revelou que pessoas com maiores níveis de ômega-3 no sangue vivem dois anos a mais do que quem tem pouca quantidade da substância. Não é uma prova de que comer peixe faz você viver mais, mas é, definitivamente, uma conexão entre as duas coisas.

Pessoas com altos níveis de ômega-3 no organismo têm uma redução no risco de morte em até 27% e de 35 no de desenvolver doenças cardíacas. Para comer ômega-3, escolha salmão, atum e truta-de-lago.

Se você não come carne, é bom consumir semente de linhaça e o óleo extraído dela, rico na mesma substância. De acordo com o nutricionista George Guimarães, especialista em dietas vegetarianas, o ideal é consumir, diariamente, uma colher de chá de óleo de linhaça. Então não tem desculpa, hein!

14 – Levante-se!

Nós já até falamos sobre o assunto aqui no Mega Curioso: ficar sentado durante muito tempo faz mal à sua saúde e ainda reduz seu tempo de vida. A questão tem, mais uma vez, relação com os telômeros dos seus cromossomos. A novidade é: ficar muito tempo sentado diminui o tamanho dessas estruturas também. A solução é levantar da cadeira a cada 1 hora, mais ou menos, e dar uma voltinha. Melhor ainda se for para buscar um copo de água.

15 – Seja um voluntário

Ter algum papel social e ajudar o próximo não é apenas um exercício de cidadania, mas faz com que você se sinta útil – lembra a dica de encontrar um propósito para a sua vida? –, mas faz com que você tenha uma vida mais longa. Ou seja: o mundo fica melhor e você também.

Quem faz algum tipo de trabalho voluntário tem 20% menos chances de morrer do que aquele que não faz. A relação está no fato de que quem trabalha ajudando as pessoas de maneira voluntária geralmente tem menos depressão, sente-se melhor e mais satisfeito com relação à própria vida.

Há até um estudo realizado com pessoas aposentadas: aquelas que fazem pelo menos 200 horas anuais de trabalho voluntário no primeiro ano de aposentadoria apresentam melhoras na pressão arterial e, por isso, têm menos chances de desenvolver problemas cardíacos. Todo mundo sai ganhando. Mesmo.

 

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/saude-e-beleza/52358-vida-longa-e-prospera-15-maneiras-simples-de-viver-mais-e-melhor.htm

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Prevenção do Câncer de Próstata
10/11/2014

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença . Normalmente, isso se faz através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais da doença, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção no câncer de próstata?
A próstata é uma glândula masculina que se localiza entre a bexiga e o reto. Essa glândula participa da produção do sêmen, líquido que carrega os espermatozóides produzidos no testículo. Ela envolve a uretra e seu tamanho normal é de uma azeitona. A próstata, como todo o aparelho sexual masculino, tem o seu funcionamento regulado pelos níveis de testosterona circulantes, o hormônio masculino.

O câncer de próstata, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para este tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Próstata" neste site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco e proteção para o câncer de próstata mais conhecidos e que podem ser modificados são:

  • Idade

O câncer de próstata é incomum em homens de 50 anos ou menos. Porém depois dessa idade torna-se mais comum a cada década que passa. Por isso, fazer exames de detecção precoce após essa idade é importante. Quanto mais precocemente se diagnostica um tumor, maior são as chances de cura. Os exames mais comumente realizados para se detectar esse tipo de câncer, precocemente ou não, são o toque retal, o exame de ultra-sonografia transretal e o exame de PSA (antígeno prostático-específico).

  • Dieta

Uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras parece estar associada a uma diminuição no risco para esse tipo de câncer. Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção. Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, Selenium e Lycopene (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação. Entretanto ainda há controvérsias sobre a real capacidade dessas substâncias em diminuir a mortalidade associada a esse tipo de câncer, além de não ter se esclarecido a forma e a quantidade em que estas substâncias se tornam especificamente benéficas.

  • História familiar

Quinze por cento (15%) dos homens que tem câncer de próstata tem um familiar de primeiro grau com esta doença. Por isso, ter pai, irmão ou filho com esse tipo de tumor é indicação para fazer um seguimento mais cuidadoso com o objetivo de detectar precocemente esse tumor, assim como com o passar da idade.

  • Raça

Nos EUA, homens negros têm mais câncer de próstata que homens brancos, e mais que homens de origem oriental. Aparentemente, essa diferença racial se dá pelo níveis de testosterona circulante em cada raça. Porém, outros fatores que podem estar distribuídos de forma diferente nas raças podem ser responsáveis por essa diferença na distribuição desse tipo de câncer. De qualquer forma, homens da raça negra devem dar uma atenção especial para esse risco elevado e fazer os exames de detecção precoce rotineiramente.

Prevenção com o uso de hormônios.

Vários estudos estão sendo feitos para se definir o valor do uso de hormônios que se opõem à ação da testosterona com o objetivo de diminuir as chances de se desenvolver esse tipo de câncer. Esse tratamento seria utilizado naquele grupo de homens com risco muito aumentado. Nenhuma conclusão se obteve até o momento.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Meu pai teve câncer de próstata. Isso eleva o meu risco para esse tipo de câncer?
Já fiz o exame de PSA várias vezes. Até quando terei que fazer esse tipo de exame?

 

Fonte: abcdasaude.com.br

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Uso excessivo de equipamentos de mídia está associado à alterações da estrutura cerebral
30/10/2014

Nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico tem nos oferecido um sem número de equipamentos eletrônicos que nos mantem cada vez mais conectados. Sao os computadores com a internet mais veloz, telefones celulares cada vez mais sofisticados, TVs enormes e com padroes de imagens irresistíveis, tablets em que você pode degustar um livro ou ler seu jornal predileto num click. Boa parte desta parafernália é de grande auxílio, seja no trabalho, no lazer ou no estabelecimento de comunicações rápidas e relações sociais.

No entanto, esta ultraconexão – que leva muitas pessoas a usarem vários equipamentos ao mesmo tempo e não conseguirem mais desgrudar deles, sob pena de sofrerem uma "síndrome de abstinência" – tem levantado alguns questionamentos por pesquisadores da área da saúde. Este comportamento de estar sempre conectado tem sido associado à consequências negativas tanto no aspecto psicossocial quanto no cognitivo e emocional.

No último dia 24 de setembro foi publicada na revista científica PLoS One, uma pesquisa que investigou uma possível associação entre padrões de uso de aparelhos de mídia e alterações estruturais em regiões cerebrais responsáveis pelo controle da cognição, memória e capacidade de planejamento e emoções. Os pesquisadores utilizaram um exame de imagem dinâmico chamado de Ressonância Magnética Funcional para examinar estruturas cerebrais de 75 pessoas com diferentes padrões de uso de equipamentos de mídia.

Os resultados revelaram que as pessoas que usam com mais frequencia múltiplos aparelhos de mídia, muitas vezes ao mesmo tempo, apresentam menor densidade na substância cinzenta em uma regiao do cérebro chamada de córtex cingulado anterior, quando comparados com pessoas que utilizam aparelhos ocasionalmente. Esta regiao é responsável pelos processos de controle do comportamento, cognição e emoções e é consistentemente associada com estados de depressão e bipolaridade.

O estudo não demonstra qual é o sentido da causalidade, ou seja, não prova se é o uso excessivo de equipamentos que leva a alterações estruturais desta região ou pessoas com estas alterações estruturais tendem a usar mais aparelhos de mídia. Apesar desta dúvida, estes resultados juntam-se a estudos prévios que mostram uma ligação do uso demasiado de equipamentos com ansiedade, depressão e desatenção.

Enquanto isto não é definitivamente esclarecido, seria prudente dar uma controlada no excesso de conexões.

 

Fonte: abcdasaude.com.br

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Uso de adoçante artificial pode alterar a glicose contribuindo para a obesidade e diabete
30/10/2014

O adoçante artificial tem sido amplamente utilizado tanto nas dietas para reduzir o peso como nas dietas de controle do diabete. Os chamados adoçantes artificiais não-calóricos estão entre os aditivos alimentares mais usados em todo o mundo e são considerados seguros e benéficos no tratamento de obesidade e diabete. A lógica de seu uso baseia-se no fato de conterem compostos que têm o mesmo gosto que o açúcar, porém sem as calorias. Dessa maneira, o indivíduo pode ingerir alimentos e bebidas com sabor doce sem se preocupar com o açúcar e seus efeitos sobre o peso ou diabete.

Em alguns países, porém, o uso de adoçantes artificiais tornou-se indiscriminado e começaram a surgir questionamentos na literatura médica sobre a sua verdadeira eficácia.

Em 17 de setembro passado foram publicados online resultados de uma pesquisa sobre este tema na revista Nature, uma das revistas científicas de maior impacto na atualidade. Os pesquisadores estudaram o efeito dos adoçantes artificiais em camundongos e em humanos.

Camundongos alimentados com adoçantes artificiais apresentaram maior concentração de açúcar no sangue do que aqueles que não receberam adoçantes.

No estudo com humanos foram avaliados vários parâmetros clínicos em um grupo de 381 indivíduos. Houve uma correlação positiva entre alterações metabólicas e consumo de adoçante. Aqueles com maior consumo de adoçantes apresentaram maior peso, maior circunferência abdominal, maior glicemia de jejum e maior percentagem de hemoglobina glicosilada, todos parâmetros indicativos de alterações metabólicas. É importante salientar que este tipo de estudo em humanos não tem a capacidade de comprovar que as alterações foram causadas pelo adoçante.

Baseado em um conceito recente de que o metabolismo da glicose e o desenvolvimento de obesidade e diabete estão associados ao tipo de flora intestinal, os pesquisadores testaram a hipótese de que os adoçantes artificiais poderiam alterar a flora intestinal. O mecanismo proposto é o de que certas bactérias reagem aos adoçantes artificiais secretando substâncias que produzem uma resposta inflamatória que produz mudanças na capacidade do organismo processar a glicose. Esta mesma resposta é observada quando muito açúcar é ingerido.

Para testar a hipótese da flora intestinal os pesquisadores administraram antibióticos nos camundongos que receberam adoçantes artificiais. O nível de açúcar no sangue voltou ao normal. Além disso, foi feito um transplante de bactérias do intestino de animais que receberam adoçante para animais que nunca tinham recebido adoçante. Houve um aumento da glicose no sangue destes animais que anteriormente eram saudáveis, indicando que a flora intestinal tem efetivamente uma participação na metabolização da glicose e que os adoçantes artificiais, assim como o açúcar em excesso, podem alterar esta flora.

O conjunto destes resultados abre perspectivas para novos estudos que possam esclarecer definitivamente a relação entre adoçantes e obesidade. Até isso acontecer parece prudente não exagerar no adoçante e no açúcar.

A criação do hábito de evitar alimentos adoçados, seja por açúcar ou adoçante artificial, pode trazer enormes benefícios à saúde. E, para matar a sede, nada de bebida doce ou refrigerante! Água é o melhor remédio.

 

Fonte: abcdasaude.com.br

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Nova abordagem terapêutica cria esperanças para o tratamento da doença de Alzheimer
30/10/2014

doença de Alzheimer é um tipo de demência que causa perda de memória, dificuldades de encadear os pensamentos e alterações comportamentais, sendo uma das maiores causas de declínio cognitivo em todo o mundo. Até agora nenhuma terapia ou medicamento tem se demonstrado efetivos no tratamento da doença como um todo, ou de alguns de seus aspectos, como o da perda da memória e diminuição da cognição.

Entretanto, pesquisadores da Universidade da Califórnia lançam agora uma perspectiva que pode dar uma esperança para mudar este quadro desalentador.

 

Resultados de um estudo piloto realizado em humanos foram publicados online no dia 27 de setembro na revista científica Aging. O estudo contou com a participação de 10 pacientes que apresentavam perda de memória associada com doença de Alzheimer ou a déficit cognitivo leve ou moderado. Os pacientes foram submetidos a uma abordagem terapêutica que não incluía medicamentos ou cirurgia. Cada paciente seguiu um programa de estilo de vida personalizado, porém, com vários elementos compartilhados. Entre eles, exercício físico regular, alto consumo de frutas e vegetais, eliminação de carboidratos simples da dieta, consumo de peixes (evitando os produzidos em criadouros), regramento do horário de refeições permitindo períodos de jejum entre elas, estabelecimento de padrões de sono regulares, estratégias de redução de estresse como ioga e meditação. Além disso, os participantes receberam uma variedade de vitaminas e complementos.

Nove dos dez pacientes apresentaram uma melhora objetiva ou subjetiva da cognição a partir de 3 a 6 meses do programa. Seis dos pacientes que haviam parado de trabalhar devido ao problema de memória puderam voltar às suas atividades.

Deve-se salientar que, apesar de animadores, estes são resultados de um pequeno estudo piloto e que estudos clínicos extensos são necessários para comprovar estas boas expectativas.

Há esperança que no futuro esta abordagem - que procura reestabelecer um equilíbrio fisiológico do organismo - possa servir de um importante auxiliar das terapêuticas farmacológicas, que até agora, sozinhas, demonstraram-se ineficientes no tratamento da doença de Alzheimer.


 

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/noticias/nova-abordagem-terapeutica-cria-esperancas-para-o-tratamento-da-doenca-de-alzheimer

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CÂNCER DE MAMA
30/10/2014

Como são as mamas:

As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.

Os tipos de câncer de mama:

O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.

Fatores de risco para o câncer de Mama:

O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.

Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.

Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:

Idade: 
 

O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.

Exposição excessiva a hormônios: 
 

Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.
Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.
Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).
Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.

Radiação: 
 

Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.

Dieta: 
 

Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.
Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.
Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).

Exercício físico: 
 

Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.

História ginecológica: 
 

Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.
Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.
Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama

História familiar: 
 

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A receita para reduzir o risco de demência e ter um cérebro mais ágil
13/08/2014

Com o crescente aumento da expectativa média de vida e maior longevidade, o contingente de pessoas que atinge a idade avançada é cada vez maior. Uma das consequências negativas deste benefício de viver mais está associada a um declínio cognitivo natural da idade e a um aumento do risco de demência. Isto tem concentrado muita atenção dos profissionais de saúde e dos governos que fixam políticas públicas de saúde.

Um estilo de vida que contempla a atividade intelectual é vista como uma forma de proteção do declínio cognitivo do idoso. A fim de testar esta possível associação, um grupo de pesquisadores desenvolveu um estudo que investigou como a atividade intelectual regular pode colaborar com a redução do risco de demência e piora cognitiva relacionados com a idade. A pesquisa acompanhou cerca de 1995 homens e mulheres entre 2004 e 2009. Os indivíduos foram avaliados no início do estudo e 1718 foram considerados cognitivamente saudáveis, enquanto 277 apresentavam uma deficiência cognitiva moderada.

A cognição era avaliada por diferentes testes de memória e capacidade de raciocínio. Dois principais componentes foram analisados em separado na história de cada participante, por meio de questionário:

1) o nível de educação formal e o tipo de ocupação (mais ou menos intelectual); e 
2) o grau de atividade intelectual (nos 12 meses anteriores ao estudo) na idade adulta (dos 50 aos 65 anos) e na velhice.

Foi considerada uma alta atividade de estímulo intelectual quem desenvolvia atividades estimulantes da cognição por, no mínimo, 3 vezes por semana, na idade adulta e na velhice. Estas atividades correspondiam a ler livros e revistas, atividades artísticas, jogos, tocar instrumentos musicais, atividades sociais e de grupos, assim como atividades no computador. O trabalho foi recentemente publicado online na revista científica JAMA Neurology.

Os resultados demonstraram que, independentemente da história educacional e ocupacional, somente o estímulo intelectual nas horas de lazer foi suficiente para reduzir o risco de demência e atrasar o declínio cognitivo em 3 anos, no mínimo. As pessoas com maior grau de educação e que tinham ocupação que exigia atividade intelectual obtiveram um benefício ainda maior.

Estes resultados servem como um sólido suporte para encorajar o desenvolvimento de atividades intelectuais, mesmo na velhice e mesmo que a pessoa tenha tido durante a sua vida um menor grau educacional ou estímulo intelectual no trabalho.

Sempre é tempo de se obter o benefício, independente da sua história.

 

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/noticias/receita-para-reduzir-o-risco-de-demencia

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Comportamento sedentário demais está associado a um maior risco de câncer
13/08/2014

A rotina diária das pessoas tem mudado muito nos últimos anos, com um aumento do tempo que a pessoa fica sentada no trabalho, principalmente no computador, e em casa nas horas de lazer, assistido TV, navegando na internet e jogando no computador ou vídeo-game. Evidências científicas sugerem que estes comportamentos sedentários compõem um fator risco independente para doenças crônicas (diabete, obesidade e doenças cardíacas) e mortalidade. Entretanto, nenhum estudo havia, até então, analisado o efeito desses comportamentos sobre o risco de câncer.

Um novo trabalho, publicado recentemente na revista científica Journal of National Cancer Institute, aborda especificamente o tempo assistindo TV, tempo sentado em outras atividades de lazer, tempo sentado no trabalho e o tempo médio total sentado durante o dia, e a relação com o risco de diferentes tipos de câncer. Os pesquisadores compilaram dados de 43 estudos observacionais já publicados e fizeram a análise do conjunto de resultados dos estudos individuais combinados, sobre os quais empregaram um tipo de tratamento estatístico chamado de meta-análise. O total incluiu 68.936 casos de câncer de um universo de participantes que, somados, atingiu cerca de 4 milhões de pessoas.

O resultado apresentou uma associação consistente entre o número de horas sentado durante o dia com um risco aumentado de câncer de cólon, de endométrio e de pulmão.

Os que ficam mais tempo sentados têm um risco 24% maior de desenvolver câncer de cólon, e 32% maior de endométrio, quando comparados com os que ficam menos tempo sentados durante o dia. Para cada 2 horas de tempo sentado o risco de câncer aumentou em 8% para cólon, 10% para endométrio e 6% para pulmão. Importante também o resultado de que o efeito foi independente da atividade física regular, ou seja, esta associação acontece mesmo nos indivíduos que têm atividade física, mas passam muito tempo sentados durante o dia. O exercício não compensa o efeito do tempo sentado.

Dos diferentes tipos de sedentarismo, o que apresentou maior relação com câncer foi o de assistir TV (risco 54% maior para câncer de cólon e 66% de endométrio), provavelmente porque durante este tempo as pessoas ingerem bebidas doces e comem alimentos industrializados, fatores que aumentariam o risco.

Estes dados indicam que, referente ao risco de câncer, o simples fato de levantar-se e dar uma pequena caminhada (mesmo dentro da sala) durante a jornada de trabalho e reduzindo as horas de lazer que o indivíduo fica sentado, principalmente assistindo TV, são estratégias que podem prevenir o desenvolvimento destas doenças.

 

 

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/noticias/comportamento-sedentario-como-assistir-TV-demais-esta-associado-a-um-maior-risco-de-cancer

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Uso excessivo das redes sociais pode afetar relacionamentos estáveis
13/08/2014

O recente desenvolvimento de novas plataformas de relacionamento interpessoal, como Facebook e Twitter, e sua crescente utilização por grande parte da população mundial, tem alterado a dinâmica dos relacionamentos. Atualmente o Twitter é considerado um dos principais sites de rede social, sendo utilizado por mais de 500 milhões de pessoas.

Um estudo recente, publicado na revista científica Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking, examinou o efeito do uso do Twitter sobre as relações entre casais. Foram aplicados questionários de 20 perguntas a 581 participantes, abordando a quantidade de uso do Twitter e se este uso provocava algum tipo de conflito no relacionamento do casal.

A média de uso do Twitter por participante foi de 52 minutos por dia, cinco dias por semana. O maior uso do Twitter apresentou uma associação estatisticamente significativa com uma maior quantidade de conflitos entre parceiros, conflitos estes que muitas vezes levam a um fracasso do relacionamento. Interessante que estes conflitos ocorreram independentemente do tempo de relacionamento do casal.

Esses resultados, avaliando o uso do Twitter sobre relacionamento entre parceiros, são semelhantes aos encontrados em outros estudos que investigaram o efeito do Facebook. Em ambos, o maior uso é associado a desfechos negativos de relacionamento.

Deve ser considerado, entretanto, que este tipo de estudo não tem capacidade de demonstrar relação causa e efeito, a simples associação entre dois eventos (no caso, maior uso do Twitter com maior quantidade de conflitos), não significa que, necessariamente, um esteja causando o outro. É plausível pensar que o conflito por maior uso de redes sociais seja um sintoma de problemas prévios de relacionamento.

De qualquer maneira, estudos levantando este tipo de hipótese, que relaciona uso demasiado de mídias em geral, com modificações de dinâmicas nas relações sociais e interpessoais, são importantes para conhecermos melhor os possíveis impactos desta mudança de comportamento, principalmente porque o rápido desenvolvimento tecnológico permite prever que este uso de mídias tende a crescer ainda mais. Conhecer as potenciais consequências negativas deste uso é um importante ponto de partida para estabelecer critérios de prevenção.

 

 

Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/noticias/uso-excessivo-das-redes-sociais-pode-afetar-relacionamentos-estaveis

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AUTISMO
13/08/2014

O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças. 

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade. 
 

Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
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Quanto mais açúcar você come, maior a chance de morrer do coração
15/03/2014
Os efeitos nocivos do excesso de açúcar na alimentação já são bem difundidos pela comunidade científica. Esses efeitos têm sido estudados, principalmente, sobre alterações no metabolismo produzidas pelo excesso de açúcar e que levam às doenças crônicas como a obesidade e diabete tipo 2. 

Um estudo produzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e publicado recentemente na revista Journal of American Medical Association – JAMA, expõe uma associação entre o consumo excessivo de açúcar e o risco de morte por doença cardíaca independentemente dos outros problemas de saúde causados pelo excesso de açúcar. Estudos epidemiológicos prévios já indicavam que a maior ingestão de açúcar está associado com o risco de doença cardiovascular. Este novo estudo se propôs a investigar a associação entre este consumo e a mortalidade por doença cardiovascular. 

A quantidade de açúcar contido em uma dieta média Americana é suficiente para aumentar em 20% o risco de morte por doença cardíaca. Em 70% dos adultos investigados, 10% ou mais das calorias diárias ingeridas provém de açúcar adicionado aos alimentos. Outros 10% de adultos ingerem 25% ou mais de suas calorias diárias provenientes do açúcar. Nestes dez por cento de pessoas que ingerem um quarto ou mais de suas calorias na forma de açúcar, o risco de morrer de doença cardiovascular é dobrado. O conjunto de dados caracteriza o que costuma se chamar uma curva dose-resposta, quanto maior a dose (no caso a ingestão de açúcar adicionado) proporcionalmente maior é o efeito (risco de morrer de doença cardíaca). Mesmo não caracterizando uma relação de causa efeito, a curva dose-resposta adiciona robustez às conclusões do estudo. 

Este consumo de açúcar adicionado ao alimento muitas vezes é insidioso. Muitos alimentos industrializados possuem açúcar (não somente os doces) para melhorar o sabor, textura, etc. Nos Estados Unidos 37% do açúcar adicionado à dieta provém das bebidas adoçadas (refrigerantes e sucos adoçados). Uma lata de 355 ml de refrigerante contém, em média, 9 colheres de chá de açúcar, o que corresponde a 140 calorias. Uma lata de refrigerante por dia já é o suficiente para aumentar o risco. Os pesquisadores alertam que mesmo a pessoa ingerindo uma quantidade adequada de calorias diárias e não tendo sobrepeso, o refrigerante ou suco adoçado tomado diariamente pode ter impacto no risco de mortalidade por doença cardíaca. 

Além das bebidas adoçadas o açúcar aparece nos alimentos tipicamente identificados como doces, incluindo neste grupo, as tortas, bolos, balas, sorvetes, achocolatados e iogurtes (é um alimento associado com saúde, porém é difícil encontrar aqueles naturais, não adoçados). Muitos alimentos possuem açúcar e não são doces, como molho de saladas, pães, ketchup. 

A quantidade limite recomendável é muito variável. Pelo estudo aqui descrito, até 10% do total das calorias diárias de açúcar adicionado parece seguro quanto ao desfecho doença cardíaca. Cabe salientar que não está se falando da percentagem de carboidratos ingeridos, e sim do açúcar adicionado. 

Deve-se ter atenção com ingredientes com a terminação "-ose" descrito nas etiquetas das embalagens dos alimentos industrializados. Frutose e sacarose são sinônimos de açúcar. 

Seja a quantidade de açúcar adicionado ou alimento industrializado, vale a máxima: quanto menos, melhor.


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Alimentos para a prevenção do Câncer
15/03/2014
A alimentação é uma necessidade básica do ser humano desde a sua origem mais ancestral. Quando nômade, vivendo da coleta e da caça, o homem aprendeu a identificar na natureza quais os componentes que poderiam ser ingeridos como alimentos e quais eram tóxicos e potencialmente nocivos. No período neolítico, com o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais, o homem ampliou sua possibilidade de alimentação tanto em quantidade como em diversidade, não necessitando andar atrás do alimento, passando a ser sedentário. Essa mudança, associada ao domínio do fogo e o cozimento dos alimentos, produziu transformações adaptativas que se mantiveram por milhares de anos. 

Várias culturas antigas utilizavam o alimento como principal forma de preservação da saúde. Desde lá o alimento já não era considerado como um simples suplemento energético, mas a essência do equilíbrio do organismo. A cultura moderna, pós revolução industrial, modificou de forma muito rápida esta tradição milenar e a noção de alimento como fator de preservação da saúde foi esquecido. Deu lugar à noção da alimentação como lazer e de satisfação que pode e deve ser alcançada, rapidamente, através daquele alimento gostoso, crocante, doce, etc... 

O câncer é uma doença complexa que pode atingir diversos órgãos e sistemas e que tem sua origem em uma disfunção na unidade básica do organismo que é a célula. Essa disfunção pode ser causada pela agressão de substâncias químicas, radiações, vírus (que funcionam como agentes cancerígenos) ou ainda por um excesso de radicais livres produzidos pela própria célula e não adequadamente inativados. Normalmente, nossas células estão expostas a estes agressores e conseguem reparar os danos causados por eles, impedindo que as suas funções sejam alteradas. Porém, em algumas células, eventualmente, esses reparos não são suficientes e o dano leva essas células a se reproduzirem de forma desordenada. 

Esse crescimento desordenado de um determinado grupo de células é o que caracteriza o câncer. Essas células passam a invadir tecidos vizinhos e muitas delas espalham-se pelo organismo através das chamadas metástases, instalando-se em órgãos distantes de sua origem, onde as células cancerosas continuam com sua reprodução desenfreada. Entretanto, essa transformação não ocorre de forma imediata, podendo evoluir durante vários anos até o processo se manifestar e aparecerem os primeiros sinais clínicos da doença. 

O câncer é a segunda maior causa de morte nos países desenvolvidos e um terço de todos os cânceres é atribuído a fatores nutricionais relacionados à má alimentação, incluindo obesidade. Resultados de vários estudos epidemiológicos apontam os possíveis fatores na alimentação que servem como proteção ao câncer. Quanto maior o consumo de frutas e legumes, menor o risco da pessoa desenvolver a doença. Na concepção alimentar ocidental moderna, o principal objetivo da alimentação é obter energia; dessa forma, alimentos mais ricos em calorias são a base do padrão alimentar, estando os alimentos menos calóricos como frutas e legumes, relegados a um segundo plano. 

A alimentação pode afetar o desenvolvimento do câncer por meio de duas vias principais: 

  • A primeira, pelo excesso de ingestão de alimentos com componentes indutores de alterações celulares que levam ao câncer (por exemplo, gorduras saturadas, alimentos industrializados, alimentos com farinhas e açúcares altamente refinados e com alto índice glicêmico); 

  • A segunda via é pela falta de alimentos que impedem o desenvolvimento de alterações celulares precursoras do câncer (frutas, legumes). Portanto, uma alimentação equilibrada ataca o desenvolvimento do câncer em duas frentes, reduzindo a ingestão de substâncias que, em excesso, são potencialmente cancerígenas e combatendo o desenvolvimento do câncer por meio de moléculas anticancerígenas presentes em alimentos na sua forma natural (principalmente os vegetais). 

  • Drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.) 
As frutas e legumes contêm, além dos componentes classificados como macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas e minerais), uma terceira classe de nutrientes chamados de fitoquímicos, presentes em abundância nestes alimentos. Esses fitoquímicos são os principais fatores das frutas e legumes que oferecem proteção contra o câncer, superando inclusive, os já conhecidos efeitos benéficos das vitaminas e fibras contidas neles. 

Nas plantas, os fitoquímicos têm um papel de proteção contra agressões, funcionando como antibacterianos, inseticidas, fungicidas, etc. Paradoxalmente, estes fitoquímicos que são tão benéficos para a saúde humana, são também os responsáveis pela aversão que os vegetais provocam em algumas pessoas. São estes fitoquímicos que conferem adstringência, odor e amargor aos vegetais. 

Os fitoquímicos são agrupados em famílias químicas (polifenóis, terpenos, compostos sulforados e saponinas) subdivididas em classes (flavonóides, ácidos fenólicos, carotenóides, etc.) e em subclasses (isoflavona, taninos, antocianidinas, etc.) Estes compostos atuam como anticancerígenos por meio de vários mecanismos de ação:
  • Impedem a ativação de substâncias cancerígenas; 
  • Interferem nas células tumorais impedindo seu crescimento; 
  • Reduzem a neoangiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) essencial para o desenvolvimento dos tumores; 
  • Funcionam como antioxidantes combatendo os radicais livres; 
  • Estimulam o sistema imunitário aumentando o grau de defesas contra alterações celulares.
Muitos destes mecanismos são os almejados pelas drogas sintéticas produzidas para combater o câncer. 

Os principais alimentos com seus compostos que oferecem proteção contra o câncer são os seguintes:

GRUPO ALIMENTARALIMENTOSPRINCIPAIS COMPOSTOS ANTICANCERÍGENOS
CRUCÍFERAS (COUVES)Repolho, brócolis, couve-flor, couve-verde, mostarda, couve-de-bruxelas, couve chinesa, rabanete, agrião, naboGLICOSINOLATOS  E ISOTIOCIANATOS
ALLIUMAlho, cebola, alho-poró, cebolinhaCOMPOSTOS SULFORADOS
SOJAGrãos, molho, tofu, leite de sojaISOFLAVONA E GINISTEÍNA (Fitoestrógeno)
CURCUMA LONGACúrcuma (tempero)CURCUMINA
CHÁ (Camillia sinensis)Chá verde, chá pretoPOLIFENÓIS (Catequinas)
FRUTAS VERMELHASMirtiloÁCIDO ELÁGICO E ANTOCIANIDINAS
NOZESNozes (pecã), linhaçaÁCIDO ELÁGICO E ÔMEGA 3
PEIXESSardinha, salmão, arenque, truta, atumOMEGA 3
CÍTRICOSLimão, laranja, tangerina, toranjaNARINGENÍNA E VITAMINA C
VINHOVinho tintoPOLIFENÓIS (resveratrol)
CACAUChocolate amargo (70%)POLIFENÓIS (catequinas)

O conjunto de estudos científicos acumulados até hoje indicam que a maioria dos cânceres tem o seu desenvolvimento influenciado por fatores modificáveis, não hereditários, e que aspectos relacionados com o estilo de vida como hábitos alimentares, atividade física e controle do tabagismo, exercem um papel preponderante na prevenção do câncer. Dentre estes aspectos, a alimentação equilibrada desponta como uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o risco de câncer, sendo os alimentos de origem vegetal uma fonte essencial de moléculas com propriedades quimiopreventivas. 

Ter uma alimentação rica em frutas e legumes é como fazer um tratamento diário com baixas doses de substâncias que impedem o desenvolvimento do câncer.


Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?710http://tempuri.org/tempuri.html
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ABC da Alimentação Saudável
15/03/2014
Uma alimentação, quando adequada e variada, previne deficiências nutricionais, e protege contra doenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar as defesas do organismo. Nutrientes são compostos químicos encontrados nos alimentos que têm funções específicas, funcionam associadamente, e se dividem em: 

Macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídeos; 
Micronutrientes: vitaminas e sais minerais. 




Carboidratos 

De uma forma geral, todos os grupos de alimentos exceto as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, possuem carboidratos. Estes podem ser: 

Simples: como os açúcares e o mel: Os açúcares simples não são necessários ao organismo humano, pois apesar de ser fonte de energia, esta pode ser adquirida por meio dos carboidratos complexos. Sendo assim, é importante diminuir as quantidades de açúcares simples adicionados aos alimentos.

Complexos: presentes principalmente nos cereais (arroz, pão, milho), tubérculos (batata, beterraba) e raízes (mandioca, inhame), os quais representam a mais importante fonte de energia e, por esta razão, recomenda-se o consumo de seis porções diárias desse tipo de alimento, o que representa em torno de 60% do total de calorias ingeridas. 

Fibras 

Uma alimentação saudável deve incluir os carboidratos complexos e fibras alimentares em maior quantidade do que os carboidratos simples. Na sua forma integral, a maioria dos alimentos vegetais como grãos, tubérculos e raízes, as frutas, verduras e legumes contêm fibras, as quais são benéficas para a função intestinal, reduzem o risco de doenças cardíacas, entre outros diversos benefícios. 

A quantidade de fibras na alimentação é uma medida de uma alimentação saudável. As frutas, legumes e vegetais são ricos em vitaminas, minerais e fibras, necessitando-se consumir, diariamente, três porções de frutas e três porções de legumes e verduras. É importante variar o consumo desse tipo de alimento, tendo em vista que o consumo regular e variado, juntamente com alimentos ricos em carboidratos menos refinados (pães e arroz integrais), oferecem quantidade significante de vitaminas e minerais, aumentando a resistência a infecções. Além das vitaminas e minerais, as verduras e os legumes também contêm componentes bioativos, alguns dos quais especialmente importantes para a saúde humana, podendo reduzir o risco de doenças, inclusive as doenças cardíacas e o câncer. 

Proteínas 

Origem vegetal: leguminosas como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha, são alimentos fundamentais para saúde, por serem um dos alimentos vegetais mais ricos em proteínas. Entretanto, estas proteínas são consideradas incompletas, ao contrário das proteínas de origem animal, necessitando então, de combinações de alimentos que completem entre si os aminoácidos, tornando-se combinações de alto valor protéico como, por exemplo, a combinação de duas partes de arroz para uma parte de feijão. 

Origem animal: carnes, leite e derivados, aves, peixes e ovos são proteínas completas, ou seja, contêm todos os aminoácidos de que os seres humanos necessitam para o crescimento e manutenção do corpo. São também, entre outros nutrientes, importantes fontes de proteína de alto valor biológico sendo, assim, necessário o consumo diário de três porções de leites e derivados e de uma porção de carnes, peixes ou ovos. As carnes selecionadas para o consumo devem ser aquelas com menor quantidade de gordura (magras, sempre retirando as peles e gorduras visíveis), sendo consumidas moderadamente, devido ao alto teor de gorduras saturadas e colesterol. 

Ferro e Cálcio 

As carnes em geral, principalmente os miúdos e vísceras, possuem alta biodisponibilidade de ferro, ou seja, a quantidade de ferro ingerida que será efetivamente utilizada pelo organismo é significativamente grande. O leite e seus derivados, além de fonte de proteínas e vitaminas, são as principais fontes de cálcio da alimentação. Este nutriente é fundamental para a formação e manutenção óssea ao longo da vida, prevenindo futuras complicações como a osteoporose. 

Gorduras 

Lipídeos: As gorduras são de diferentes tipos, e podem ou não ser prejudiciais à saúde, dependendo do tipo de alimento. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, e seu consumo deve ser moderado. As gorduras trans que são obtidas pelo processo de industrialização dos alimentos, a partir da hidrogenação de óleos vegetais, são prejudiciais à saúde. O consumo excessivo deste tipo de alimento pode acarretar doenças cardiovasculares, excesso de peso, obesidade, entre outras. As gorduras insaturadas, presentes nos óleos vegetais, não causam problemas de saúde, exceto se forem consumidas exageradamente. São fontes de ácidos graxos essenciais, ou seja, podem ser produzidos pelo organismo, sendo assim necessárias para a manutenção da saúde. 

Colesterol: O colesterol é uma gordura que está presente apenas em alimentos de origem animal, e é componente estrutural de algumas partes do organismo humano, sendo ele capaz de sintetizar o suficiente para cobrir as necessidades metabólicas, não sendo indicado o consumo desse composto. O alto consumo deste pode acarretar doenças cardiovasculares. 

Sal 

O sal de cozinha - cloreto de sódio - utilizado como tempero e conservação de alimentos, contém sódio em sua composição, bem como outro tempero atualmente muito utilizado, o glutamato de sódio - este mineral quando consumido em excesso é prejudicial à saúde. Sendo assim, recomenda-se a redução no consumo de alimentos com alta concentração de sal, como temperos prontos, caldos concentrados, molhos prontos, salgadinhos, entre outros. 

Água 

A água é um nutriente indispensável ao funcionamento do organismo; a ingestão de, no mínimo, dois litros diariamente é altamente recomendada. Ela desempenha papel fundamental na regulação de muitas funções vitais do organismo, incluindo regulação da temperatura, transporte de nutrientes e eliminação de substâncias tóxicas. Recomenda-se a ingestão de 6 a 8 copos de água por dia. 

Atividade Física 

É muito importante a prática de exercícios físicos regularmente, aliada a uma alimentação saudável, o que previne o sobrepeso e a obesidade, além de trazer benefícios para saúde mental e emocional. As pessoas fisicamente ativas são profissionalmente mais produtivas, e desenvolvem maior resistência a doenças. Para ter uma vida saudável, associe sempre uma alimentação equilibrada, com o consumo de água e a prática de atividades físicas regularmente. Assegurando, assim, o aumento da imunidade, o peso ideal e a prevenção de doenças.


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Correr na esteira ou na rua? Tire suas dúvidas e entenda as diferenças
12/02/2014
Corredores de rua fazem algum treino na esteira, seja pelo clima desfavorável ou pela comodidade e nesse momento as dúvidas aparecem.

Corredores de rua sempre acabam fazendo algum treino na esteira, seja pelo clima desfavorável ou pela comodidade da academia. Algumas dúvidas aparecem nesse tipo de situação. Treinar somente na esteira é bom para quem está se preparando para uma prova de rua? Correr na esteira ou na rua é a mesma coisa? Essas questões surgem tanto entre os corredores quanto entre os pesquisadores do assunto. Muitas delas já foram respondidas e outras ainda são perguntas com respostas contraditórias e nebulosas. 


Correr na esteira é mais fácil, já que o “chão se move sob os pés”?
 Em alguns aspectos sim e em outros não há diferença. Estudos que medem a contração dos músculos mostram que a atividade muscular é igual na corrida na esteira ou no chão. 

Os músculos trabalham com a mesma força nas duas modalidades. Porém o movimento de propulsão do corpo na esteira é mais fácil, e há menores forças que freiam a passada, o que pode significar uma economia de energia. Além disso, as próprias molas da esteira podem acrescentar energia elástica ao movimento de impulsão do corredor. 

Alguns estudos discutem que a resistência do ar ao movimento é menor na esteira e por isso há menor gasto de energia quando se corre neste equipamento. Já outros autores discordam, argumentando que a resistência do ar só teria papel realmente relevante em tiros muito rápidos, e que a economia de energia na esteira se daria na verdade pela necessidade de menor força de propulsão e frenagem. 

Eu corro igual na esteira e no chão? 
O movimento é muito parecido, mas não é completamente igual. Na esteira o corredor tende a dar passos mais curtos, aumentar a cadência (número de passos por minuto) e aterrissar mais com a parte central do pé (mediopé) em detrimento a aterrissagem com o calcanhar, observada mais pronunciadamente na corrida em solo. A extensão do quadril (movimento da perna para trás) é maior na esteira e a amplitude de movimento do joelho também. Todos esses pontos fazem parte da descrição de uma corrida mais eficiente. 

Posso treinar somente na esteira se meu foco são as corridas de rua? 
Não. Nosso corpo é bastante específico no aprendizado, e a tarefa treinada deve ser a mais próxima possível da tarefa a ser executada. Correr na rua envolve fatores que não estão na esteira, como dividir a atenção com o ambiente, irregularidades do terreno, controlar a velocidade da corrida e ter que executar mais força de propulsão. Esses pontos também devem ser treinados. A esteira é uma ótima opção para refinar o movimento da corrida (treinar passadas menores e com aterrissagem com o médio pé) e em processos de reabilitação. Mas tudo o que for aprendido neste equipamento deve passar por uma fase de transição para poder ser executado também em terreno firme.


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Confira 'dez mandamentos' para conseguir perder peso em 2014
30/12/2013
Ao longo de 2013, o Bem Estar mostrou histórias de telespectadores que conseguiram perder peso com as dicas de alimentação e atividade física mostradas no programa. 

Com a chegada do fim do ano, essas pessoas continuam mantendo o estilo de vida saudável e usam seus exemplos para incentivar quem quer dar o primeiro passo e emagrecer em 2014. 

Confira abaixo "dez mandamentos" indicados por elas:

1. Escolha a perda de peso 

O brasiliense Fernando Albernaz conseguiu perder 26 kg após anos de efeito sanfona e diz que escolher emagrecer é a principal dica para o sucesso. Mantendo o peso em 86 kg, o diretor de TV acredita que, se o problema for relacionado ao estilo de vida, basta fazer uma escolha. 

“Acho que nós programamos o cérebro com o que vamos ou não fazer. Então tem que refazer essa programação e decidir mudar os hábitos. Comigo foi assim, apenas resolvi que ia mudar e que ia ser diferente. Então o primeiro item da lista em 2014 tem que ser decidir perder peso e, claro, levar isso a sério”, aconselha. 

Confira a história completa de Fernando clicando aqui.

2. Não espere chegar ao auge 

Para o administrador Leo Azevedo, do Rio de Janeiro, foi preciso um alerta da cardiologista para que ele desse o primeiro passo para emagrecer. “Ela falou que eu tinha que mudar se quisesse ver meus filhos crescerem e essa frase nunca saiu da minha cabeça”, diz o carioca.

Atualmente com 98 kg, 9 kg a menos do que ele estava quando contou sua história no site do Bem Estar, ele diz que se soubesse do risco, teria feito algo antes. “Para a saúde, sempre vale tudo. Nosso corpo é uma bomba relógio, que vai absorvendo até uma hora que explode. Não deixar chegar ao extremo é essencial para evitar complicações”, aconselha. “Certamente vou ficar com meus filhos por um bom tempo ainda. Então quem não tem nenhum problema de saúde, que não espere e comece em 2014”, defende. 

Confira a história completa de Leo clicando aqui.

3. Estabeleça metas pequenas 

Há menos de um ano, o estudante de engenharia Lucas Lima Bartolotti, de 21 anos, de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, começou a mudança para sair dos 145 kg. Após eliminar 55 kg, ele continua com a rotina saudável, mas diz que o corpo mudou por causa do ganho de músculo e da redução da gordura. "Cheguei no meu objetivo de peso. Hoje vejo a mudança no espelho, não mais na balança", diz. 

Para Lucas, estabelecer metas pequenas foi o que mais ajudou durante todo o processo. "Sempre tentava fazer dieta e pensava que perderia 20 kg em um mês. Como nunca dava certo, eu desanimava. As pessoas querem emagrecer rápido sem fazer nada e não dá", diz. "Por isso, criei essas metas, me dediquei e decidi que seria a última vez que tentaria. Graças a Deus, não desanimei e hoje estou muito feliz. Para quem quer perder peso em 2014, portanto, minha dica é começar devagar. Vai ser difícil, mas vai valer a pena no final", conclui. 

Confira a história completa de Lucas clicando aqui.

4. Encontre tempo para fazer exercício físico 

A falta de tempo é uma das principais desculpas que as pessoas usam para não se exercitar. Mas o carioca Hugo Waite mostrou que é possível, mesmo com uma rotina diária de 12 horas de trabalho. Atualmente com 95 kg, 27 kg a menos na balança, o empresário de 33 anos diz que é preciso encontrar tempo. 

"Quando a ficha cai e você precisa fazer alguma coisa, você encontra onde não tem. Eu não consegui mudar meu horário de trabalho, então administrei meu horário livre", lembra. "Em vez de ver televisão de manhã, por exemplo, eu acordava mais cedo e ia fazer exercício. À noite, quando eu costumava ficar acordado comendo besteira, eu passei a descansar", conta. 

Para dar o primeiro passo em 2014, Hugo dá a dica: crie um esquema de horário e cumpra. "Se colocar no papel e prender na geladeira ou algum outro lugar visível, dá para administrar e cumprir direitinho", acredita. 

Confira a história completa de Hugo clicando aqui.

5. Tenha um companheiro 

Ter alguém do lado na hora de mudar a alimentação ou começar a fazer atividade física ajuda muito. Para o casal Joana D’arc de Oliveira Pereira e Márcio Rogério Saraiva, de Registro, no interior de São Paulo, a companhia um do outro é fundamental. "No início, fazia exercício sozinha e agora criei o hábito de ter o Márcio. Quando vou sozinha, sinto como se algo estivesse faltando", diz Joana. 

Para Márcio, a vantagem é ter alguém para puxar na hora da preguiça. "Às vezes, se você acorda sem vontade, ter alguém para incentivar torna mais fácil", diz. O casal leva um estilo de vida saudável e pratica esportes junto, sempre estimulando um ao outro. "Na prova que participei, ele me incentivou e não queria que uma outra menina me ultrapassasse. Ele ficou do meu lado o caminho todo", conta a esposa, satisfeita. 

Joana diz que ter um companheiro facilita muito. "Quando terminamos a prova, comemoramos e agradecemos. Aquele brilho no olhar do incentivo, na hora do resultado de uma prova é muito bom. Temos muito bem-estar e somos muito feliz", diz. 

Confira a história completa de Joana e Márcio clicando aqui.

6. Reconheça os erros na alimentação 

A professora Alexandra Guidini Bizzi, de Caxias de Sul, perdeu 19 kg depois de avaliar o que comia todos os dias. "Na minha cabeça, não comia muito porque só almoçava e jantava, mas nessas refeições, comia além do que precisava", lembra. 

Uma das mudanças que Alexandra fez foi começar a tomar café da manhã, com frutas, pão integral, leite e outros alimentos saudáveis. "Tem que ser um café da manhã que sustente durante a manhã para não deixar morrendo de fome na hora do almoço, como acontecia comigo antes", diz. 

Para ela, a dica é avaliar o que está comendo e os hábitos diários. "Às vezes, você pensa que não come nada, mas come o que não é saudável. Precisa reconhecer que está comendo mal e que algo de errado está acontecendo para você estar engordando", aconselha. 

Confira a história completa de Alexandra clicando aqui.

7. Encontre uma atividade que gosta 

Depois de tentar várias vezes começar na academia, o estudante de administração Vinícius Lisboa, de 25 anos, encontrou o boxe e conseguiu perder 25 kg. "Se você faz uma atividade forçada, como se fosse só para emagrecer, você coloca um peso muito grande naquilo e não vai gostar. Então se você acha algo que gosta, tira esse peso e o emagrecimento vira uma consequência", defende. 

Para quem quer perder peso em 2014, portanto, a dica do jovem é procurar algo que lhe dê prazer. “A luta foi a forma que encontrei de fazer exercício regularmente. Não foi fácil no começo, mas fui me acostumando e logo comecei a gostar”, diz. 

Confira a história completa de Vinicius clicando aqui.

8. Tenha um objetivo 

A jovem Andresa Gravino Corrêa, de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, teve que mudar todo seu estilo de vida para conseguir engravidar. Com quase 100 kg, ela ouviu do ginecologista que não tinha chance nenhuma de ter um filho e, por isso, ela mudou a alimentação e passou a fazer atividade física. "Perdi 40 kg e agora comecei a dançar zumba", conta. 

Andresa diz que se não tivesse o foco principal, sua ficha não teria caído e ela não teria tido esse esforço todo para emagrecer. "Não chego a lugar nenhum sem um objetivo, mesmo que não vá se concretizar agora. Engravidar está nos meus planos em 2014, mas para quem quer perder peso, minha dica é se apegar a algo que deseja muito e se dedicar a isso", diz. 

Confira a história completa de Andresa clicando aqui.

9. Tenha paciência 

Para emagrecer, é preciso sempre fazer um sacrifício - no caso do mineiro Warley Ribeiro, de 34 anos, foi se separar da cerveja. "Estou com 86 kg e hoje já me permito tomar uma, mas sem aquela compulsão de antes", diz. A dica de Warley é ter paciência e entender que a perda de peso é um investimento em longo prazo. 

"Não dá para ter um resultado rápido. No início, tive dificuldade de ser paciente porque a mudança foi drástica. O resultado pode demorar, mas ele vem e já veio para mim. Minha vida mudou completamente, tanto na estética como na saúde", diz. 

Confira a história completa de Warley clicando aqui.

10. Não se preocupe com a idade 

A advogada Aurenice Accioly Lins, de 61 anos, é uma prova de que a idade não é um obstáculo para perder peso. Em abril de 2013, com 110 kg, ela mudou todo o estilo de vida, perdeu peso e jura que tem a mesma disposição e sente o mesmo bem-estar que sentia aos 20 anos. 

"Estou mantendo os mesmo hábitos saudáveis e comecei também a fazer yoga. Completei 61 anos e sou uma prova de que a idade não é um obstáculo porque minha perda de peso não está abaixo da perda dos mais jovens", acredita. 

Feliz com o resultado, Aurenice diz que a maior satisfação foi descobrir que sempre é possível recomeçar. “Tinha a preocupação de chegar nessa idade com qualidade de vida e, se consegui, todo mundo consegue. Só precisa ter esperança e querer”, aconselha. 

Confira a história completa de Aurenice clicando aqui.


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A Importância do Sono e as principais interferências
28/11/2013
O que é o sono? 

Sono é o nome dado ao repouso que fazemos em períodos de cerca de 8 horas em intervalos de cerca de 24 horas. Durante esse período nosso organismo realiza funções importantíssimas com consequências diretas à saúde como o fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios (hormônio do crescimento, insulina e outros), consolidação da memória, isso sem falar no relaxamento e descanso da musculatura. 

Qual é a real importância do sono? 

Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas, para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade. Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas. O que nos aconteceria se não dormíssemos? 

Em estudo realizado pela Universidade de Chicago – EUA, onze pessoas com idades entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo delas era comparado ao de uma pessoa de 60 anos de idade. E os níveis de insulina eram semelhantes aos dos portadores de diabetes. Em pesquisas de laboratório, ratos usados como cobaias não agüentaram mais de dez dias sem dormir. A conseqüência: morte por infecção generalizada. 

É verdade que crescemos enquanto dormimos ? 

Sim, é verdade. Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento é liberado durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de ter problemas no seu desenvolvimento físico. O hormônio do crescimento continua sendo liberado mesmo na fase adulta. Embora em doses menores, isso continua ocorrendo durante o sono. Em pessoas adultas ele evita a flacidez muscular e garante vigor físico. Quais são as principais interferências ao sono? 

As interferências ao sono poderiam ser classificadas em externas e orgânicas. Como exemplos de interferências externas poderíamos citar os trabalhos noturnos ou turnos rotativos, os eventuais problemas com fusos horários (em casos de viagens), as pessoas chamadas de corujas (que possuem mais energia ao entardecer!) e as chamadas de cotovias (deitam-se muito cedo e dormem cada vez menos com o passar do tempo!). Para exemplificar interferências orgânicas podemos citar o ronco, a apnéia (freqüentemente associada ao ronco), a insônia, a narcolepsia (sonolência diurna excessiva), o bruxismo (ranger de dentes) a síndrome das pernas inquietas e outras. O ronco e o bruxismo, geralmente, incomodam mais quem dorme nas proximidades do que quem apresenta o quadro clínico.

O que é apnéia? 

A apnéia é o fechamento (colabamento) da passagem de ar ao nível da garganta pelos próprios tecidos da mesma (por isso freqüentemente está associada ao ronco) com conseqüente parada da respiração. Esse fechamento pode demorar vários segundos e até mesmo causar a morte súbita! Quem possui essa disfunção nem sempre a percebe e apresenta noites com “dorme e acorda” que podem chegar a 300 vezes! Você é capaz de imaginar como a pessoa levanta no dia seguinte? 

O ronco e a apnéia podem ser evitados? Algumas providências podem ser tomadas como desde um posicionamento correto na cama à eliminação do hábito de tomar bebidas alcoólicas antes de dormir. A perda de peso pode eliminar depósitos de gordura na região do pescoço que são prejudiciais à passagem de ar, mas, alguns casos persistem e necessitam de tratamento. O que pode ser feito nesses casos? 

A abordagem tradicional dos casos de ronco e apnéia tem na cirurgia (uvulopalatofaringoplastia) o seu maior armamento. Contudo, a cirurgia não apresenta índice de sucesso satisfatório (cerca de 40%) e deixa sequelas permanentes. Atualmente, está disponível a opção pelo uso do DAR (dispositivo anti ronco) que é um aparelho odontológico usado apenas para dormir, pequeno e simples que pode ser levado para qualquer lugar e apresenta excelente índice de sucesso (cerca de 87%). Contudo, o aparelho possui contra indicações e um exame clínico inicial deve ser feito. 

Veja algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono: 
1. Antes de tudo, durma em um local confortável, fresco, escuro e silencioso. As alterações de ruído, de luz e de temperatura podem atrapalhar o sono; 
2. Prepare-se para dormir. Crie seus próprios rituais como a meditação, o relaxamento, a oração ou outra técnica de controle da tensão. Anote em um caderno todos os seus problemas antes de dormir. Não vá para a cama com eles! Isso funciona como um santo remédio para muita gente; 
3. Evite olhar o relógio a cada vez que acordar: este hábito pode piorar uma eventual noite de insônia; 
4. Pratique exercícios regularmente, pois isso melhora as condições do organismo. Mas procure fazer ginástica até duas horas antes de se deitar; 
5. Não durma com fome. Uma boa dica é beber um copo de leite morno antes de ir para a cama: o leite é rico em triptofano, que é um precursor da serotonina - substância envolvida no processo de sono; 
6. Faça apenas refeições leves à noite. A partir dos 16 anos, a capacidade digestiva de nosso organismo começa a diminuir e uma digestão difícil atrapalha terrivelmente o sono; 
7. Use a cama apenas para dormir, e não para ver televisão, ler ou jogar videogame, pois esses hábitos são desfavoráveis ao sono; 
8. A melhor posição para dormir é de lado, com as pernas ligeiramente flexionadas e um travesseiro não muito alto apoiando o rosto. Não se esqueça de colocar uma almofada entre as pernas na altura dos joelhos. A densidade correta do colchão é fundamental! 
9. Se estiver numa noite de insônia, não fique na cama forçando o sono. Levante-se, procure alguma atividade e só retorne quando sentir sono; 
10. Cuidado com líquidos antes e, até mesmo, durante a noite, pois a necessidade de urinar irá interromper a seqüência do seu sono. 

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Atividades domésticas prolongam a vida e diminuem o risco de doença cardíaca em adultos com mais de 60 anos
28/11/2013
O sedentarismo, que tem aumentado na época moderna, é caracterizado pelo tempo prolongado que a pessoa fica sentada com pouca contração nos grandes grupos musculares. Esta inatividade está claramente associada a um maior risco de várias doenças como diabete e doença cardíaca, assim como a uma maior mortalidade em geral. Por outro lado, é evidente a importância do exercício regular para a saúde e longevidade. Para um estilo de vida saudável, são recomendados 150 minutos por semana de atividade física moderada. 

Pouco é conhecido sobre os efeitos na saúde da atividade física não intencional, aquela decorrente de atividades como arrumar a casa, jardinagem, pequenos consertos domésticos e passatempos do tipo faça você mesmo. Pois uma pesquisa, publicada por cientistas suecos na revista British Journal of Sports Medicine, demonstra claramente os benefícios produzidos por este tipo de atividade, principalmente em pessoas com mais de 60 anos. Se estima que uma pessoa possa queimar seis vezes mais energia por minuto arrumando a casa do que quando ela está sentada. 

O estudo avaliou 3839 pessoas nascidas nos anos de 1937 e 1938. Quanto mais atividades domésticas a pessoa realizava durante o dia, menos tempo ela ficava sentada (por exemplo, em frente à TV ou ao computador) e vice-versa. As pessoas com mais tempo ocupado com atividades domésticas tiveram uma redução de até 30% no risco de desenvolver problemas cardiovasculares, bem como apresentaram maior longevidade. 

Interessante que esta atividade física não intencional teve, sobre a saúde, um impacto semelhante ao do exercício físico regular, sendo um fator positivo independente do exercício físico regular, e essas atividades do dia-a-dia são tão importantes para a saúde quanto o exercício intencional. Por sua vez, as pessoas que somam os dois tipos de atividade, exercício regular e atividade física não intencional, apresentaram resultados ainda melhores. 

Os resultados deste trabalho servem de alerta e de encorajamento para pessoas de todas as idades para que levantem do sofá e saiam da frente do computador e da TV. Vamos cozinhar, arrumar, reformar, jardinar, evitar os elevadores, máquinas e serviços terceirizados. Quanto mais fizermos as nossas coisas do dia-a-dia, melhor para nossa saúde. 

Ah, e não se esqueça dos 150 minutos por semana do exercício regular. Tudo isto é de graça.


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Ar poluído provoca câncer
28/11/2013
A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (divisão da Organização Mundial da Saúde especializada em câncer e a sigla em inglês é IARC) publicou no dia 17 de outubro um documento em que classifica oficialmente a poluição do ar como um agente carcinogênico para humanos. 

Após uma ampla avaliação dos dados científicos disponíveis, um grupo de trabalho formado por pesquisadores de vários países concluiu que existem evidências suficientes comprovando que a exposição ao ar atmosférico provoca câncer de pulmão. Foram revisados milhares de estudos sobre poluição do ar que acompanharam, por décadas, populações expostas. Além disso, foram consideradas pesquisas em que animais eram expostos à poluição. Só no ano de 2010, 223 mil pessoas morreram de câncer de pulmão em todo o mundo, provocado pela poluição do ar. Além disso, a poluição está associada com o aumento do risco do câncer de bexiga. 

Embora a composição dos poluentes e os níveis de exposição variem drasticamente entre diferentes locais, a conclusão do grupo de trabalho se aplica a todas as regiões do mundo. Dependendo do nível de exposição, o risco de desenvolver câncer de pulmão de quem respira ar poluído é similar ao de um fumante passivo (aquele que não fuma, mas inala constantemente fumaça de cigarro produzida por um fumante próximo). 

Os estudos indicam também que nos últimos anos há um aumento crescente nos níveis de exposição à poluição, mais notado nos países de grandes populações e que experimentaram um processo recente de rápida industrialização. A avaliação não se concentrou em poluentes específicos e sim no ar que todo mundo respira nos grandes centros urbanos. As principais fontes de poluição são a combustão dos meios de transporte, produção de energia, emissões industriais, agrícolas e residenciais. 

Esta classificação coloca a poluição do ar ao lado de mais de 100 substâncias que sabidamente causam câncer, como asbesto, pó de sílica, radiação ultravioleta, plutônio e cigarro. O estudo conclui ainda, que a poluição do ar é, hoje, a principal causa ambiental de mortes por câncer. 

Levando em conta que a manifestação de um câncer pode ocorrer duas, três ou mesmo, quatro décadas após o início da exposição à poluição, e, considerando a recente urbanização e industrialização, é de se esperar, para os próximos anos, um crescente aumento da incidência desta doença. 

Esta perspectiva sombria ressalta ainda mais a necessidade de esforços conjuntos para reduzir-se a poluição ambiental, tanto com políticas de governos, quanto com atitudes individuais, que busquem meios de vida menos agressivos ao ar ambiente.

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Confirmado que a amamentação reduz o risco de obesidade em crianças
23/10/2013
O fato de que o aleitamento materno traz uma série de benefícios à saúde, tanto para a mãe quanto para o bebê, já é bem conhecido e é embasado em uma grande quantidade de evidências científicas. 

Um novo fator é agora agregado a este contingente de benefícios. Uma pesquisa realizada no Japão e publicada online na revida JAMA Pediatrics do último dia 12 de agosto, demonstra que crianças que foram amamentadas apresentaram menor risco de desenvolverem obesidade na infância. 

Apesar de que já a algum tempo seja sugerido que a amamentação proteja crianças contra a obesidade, alguns estudos não encontraram esta associação. As evidências permaneciam inconclusivas devido a muitos estudos não considerarem fatores associados, tanto da mãe (nível de educação, fumo e condição de trabalho) como da criança (sexo, tempo de televisão e computador). Estes fatores são tecnicamente chamados fatores confundidores. Neste novo estudo foram considerados estes fatores e ajustados de forma a que eles não teriam influência sobre os resultados. 

Foram analisados dados de alimentação na infância de mais de 43.000 crianças com idade entre 7 e 8 anos e que foram acompanhadas desde os seis meses de idade. Os resultados mostram que mesmo quando considerados os potenciais fatores confundidores, a amamentação exclusiva por 6 a 7 meses reduziu em 45% o risco da criança estar obesa aos 8 anos de idade. 

Os resultados desta pesquisa se somam a inúmeros outros que indicam que a amamentação traz vários benefícios para a saúde da mãe e da criança a curto, médio e longo prazo. Isto deve servir como um incentivo para que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de idade do bebe seja estimulada.

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Fumo na gravidez – efeitos a longo prazo nos filhos
23/10/2013
São bem conhecidos os efeitos nocivos produzidos pelo fumo durante a gravidez. A exposição à nicotina no período pré-natal altera o desenvolvimento cerebral, induz parto prematuro, produz bebês de baixo peso e, muitas vezes, pode levar à perda do feto. Os bebês que foram expostos à nicotina na vida intrauterina apresentam, também, uma maior probabilidade de serem viciados em cigarro quando ficam adultos. 

Para tentar esclarecer os mecanismos pelos quais a exposição do feto à nicotina produz alterações de longo prazo, um grupo de pesquisadores de Nova York desenvolveu um estudo em que foram administradas pequenas doses de nicotina a ratas prenhas, o correspondente a uma mulher grávida fumar um cigarro por dia. Os resultados foram publicados na edição de 21 de agosto da revista científica The Journal of Neuroscience. 

Os cérebros dos filhotes foram analisados e constatou-se um aumento do número de células nervosas em determinadas regiões do cérebro. Estas células são responsáveis pela produção de substâncias conhecidas como orexigenas (aumentam o apetite). Estes filhotes, quando adolescentes, apresentam uma alteração de comportamento caracterizada por um aumento de consumo de substâncias que produzem a sensação de recompensa. 

A avaliação foi feita pela oferta aos adolescentes de soluções de nicotina, de álcool e de alimentos ricos em gordura, além da água pura e da ração normal. Os ratos que foram expostos à nicotina na gravidez da mãe apresentaram um consumo aumentado dos três componentes (nicotina, álcool e gordura), quando comparados aos animais em que a mãe não recebeu nicotina. Curioso que não houve aumento de consumo de água ou ração padrão, indicando que o efeito é especifico sobre substâncias que produzem sensação de recompensa e levam à adição. 

Os resultados deste estudo demonstram que a exposição pré-natal a baixas doses de nicotina produz efeitos tardios na prole que levam a comportamentos que podem levar a adição a drogas e obesidade. 

Para as futuras mães esta é mais uma forte evidência para não fumar (ou se expor à nicotina com substitutos do cigarro), pois, além de por em risco a sua gravidez, de comprometer o bebê, poderá estar definindo, talvez de forma irreversível, o futuro adulto de seu filho.

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Canela como suplemento alimentar pode auxiliar no controle da glicemia em diabéticos
23/10/2013
O controle do açúcar no sangue (glicemia) é um dos principais objetivos a ser alcançado no tratamento da diabete tipo II. A glicemia elevada influencia o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que é uma das principais complicações da diabete. As estratégias utilizadas até agora para controlar a glicemia incluem o uso de fármacos, intervenções no estilo de vida e modificações na alimentação. 

Apesar de alguns estudos apontarem uma série de suplementos naturais como benéficos para o tratamento da diabete, o uso desses suplementos não é recomendado pela Associação Americana de Diabete devido à insuficiência de evidências clínicas mostrando a sua eficácia. Estudos recentes, entretanto, estão suprindo esta insuficiência. A maior parte deles tem concentrado suas atenções na canela (Cinnamomum cássia), ingrediente alimentar natural muito antigo e comum em todo o mundo. 

No último mês de setembro foi publicada na revista científica Annals of Family Medicine uma pesquisa que utilizou como metodologia a metanálise, que consiste do agrupamento e análise de resultados de diferentes estudos abordando o mesmo tema. A avaliação dos resultados em grupo geralmente confere mais consistência às conclusões. 

Esta metanálise agrupou 10 ensaios clínicos randomizados que comparavam grupos de pacientes diabéticos que ingeriram canela em pó ou em cápsulas versus diabéticos que não ingeriram. Em um período que variou, conforme o estudo, de 4 a 18 semanas de tratamento, os pacientes que ingeriram canela tiveram uma redução significativa da glicemia. Além disso, apresentaram uma melhora no perfil lipídico, com uma redução do colesterol total, triglicerídeos e LDL (colesterol ruim) e um aumento no HDL (colesterol bom). 

Esses efeitos têm sido atribuídos ao princípio ativo da canela (cinamaldeído), que agiria em diferentes fases da regulação do principal controlador fisiológico da glicemia, o hormônio insulina, melhorando a eficiência da secreção e da ação deste hormônio nas células. A consequência dessa maior eficiência é uma redução do açúcar no sangue e uma melhora no padrão das gorduras circulantes. 

Os pesquisadores salientam que o uso de 1 a 6 gramas por dia de canela (uma colher de chá contém aproximadamente 3 gramas) na alimentação pode ser um auxiliar no tratamento da diabete, sem ser, no entanto, um substituto da medicação prescrita pelo médico.

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Diabetes aumenta risco de desenvolver câncer de mama e cólon
02/10/2013
Uma nova pesquisa realizada por cientistas holandeses mostra que o diabetes está ligado a um risco maior de desenvolver câncer de mama e de cólon, além de aumentar o risco de morte relacionado a esses dois tumores. A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu de Câncer de 2013 realizado em Amsterdã, Holanda, neste domingo. 

Segundo os pesquisadores, estudos anteriores já haviam detectado uma associação entre diabetes e a morte por câncer, mas não haviam sido capazes de distinguir tipos específicos de tumor. "Nosso estudo é o primeiro a combinar a incidência e mortalidade por câncer de mama e de cólon, excluindo todas as outras causas de morte", diz Kirstin De Bruijn, pesquisadora do Centro Médico da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, e autora do estudo. 

Para chegar a seu resultado, os pesquisadores analisaram os dados de vinte pesquisas realizadas entre 2007 e 2012, envolvendo mais de 1,9 milhão de pacientes com câncer de mama ou de cólon, com e sem diabetes. 

Os cientistas descobriram que os pacientes com diabetes tiveram um risco 23% maior de desenvolver câncer de mama, e um risco 38% maior de morrer da doença em comparação com pacientes não diabéticos. Além disso, os pacientes diabéticos apresentaram um risco 26% maior de desenvolver câncer de cólon, e um aumento de 30% no risco de morte em relação à doença. "Os pacientes com câncer que são obesos e diabéticos são um grupo mais vulnerável já no momento da cirurgia, pois eles têm um risco maior de desenvolver complicações durante e após o procedimento", afirma De Bruijn. 

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Segundo a pesquisadora, o número de pacientes obesos que desenvolvem diabetes não para de aumentar em todo o mundo — o que aumenta ainda mais a importância de conscientizar os pacientes sobre os malefícios dessa doença. "Nossa meta-análise fornece uma evidência forte para a associação entre o diabetes e o risco de desenvolver e morrer câncer de mama ou de cólon. Devemos tornar as pessoas mais conscientes deste problema e esperamos que as campanhas de prevenção voltada a pacientes obesos e diabéticos passem a destacar esse risco." 

"É extremamente importante que as campanhas de prevenção sobre obesidade e diabetes sejam intensificadas e que também incidam sobre crianças, para impedi-las de se tornar obesas e desenvolver esses cânceres mais tarde na vida", diz a pesquisadora.

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Casamento pode ajudar no tratamento contra o câncer
02/10/2013
Tradicionalmente, durante as cerimônias de casamento os noivos prometem ser fiéis na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Uma nova pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista Journal of Clinical Oncology mostra que, pelo menos durante a doença, a promessa pode compensar. Segundo os dados analisados pelos cientistas, pacientes que estão casados no momento em que são diagnosticados com câncer costumam viver mais do que os solteiros.

Isso acontece porque os casados tendem a ter seus tumores diagnosticados numa fase anterior — quando é mais provável que sejam combatidos com sucesso — e a receber um tratamento mais apropriado. “Nossos dados sugerem que o casamento pode ter um impacto significativo para a saúde do paciente com câncer. Nós suspeitamos que o apoio fornecido pelo cônjuge é o que causa essa melhoria impressionante em sua sobrevivência. O companheiro muitas vezes o acompanha em suas consultas médicas e certifica-se de que ele entende as recomendações e segue todo o tratamento", diz Ayal Aizer, pesquisador do Harvard Radiation Oncology Program, nos Estados Unidos, e autor do estudo. 

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram dados de 734.889 pacientes diagnosticadas com câncer entre 2004 e 2008 e registrados pelo Programa de Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Eles se concentraram nos dez tipos de tumores que mais causam mortes no país: câncer de pulmão, colorretal, mama, pâncreas, próstata, duto biliar, linfoma não-Hodgkin, cabeça e pescoço, ovário e esôfago. 

A análise constatou que os pacientes que não eram casados — o que incluía viúvos — tiveram uma probabilidade 17% maior de sofrer uma metástase em seu câncer, com o tumor se espalhando além do seu local original. Além disso, tiveram uma chance 53% menor de receber e seguir o tratamento apropriado.

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Segundo os pesquisadores, o estudo não deve ser visto como uma apologia irrestrita ao casamento, mas deve servir como uma mensagem clara para qualquer um que tenha um amigo ou um ente querido com câncer. “Ao estar disponível para essa pessoa, ajudá-la a cumprir seus compromissos e acompanhá-la durante todos os tratamentos, você pode fazer uma diferença real em sua saúde”, diz Paul Nguyen, pesquisador do Instituto de Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, e autor do estudo. 

“Como oncologistas, nós precisamos estar cientes dos vínculos sociais disponíveis aos nossos pacientes e incentivá-los a buscar e aceitar o apoio de amigos e familiares durante este tempo difícil" afirma Nguyen.

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Treinando a gordura: como a atividade física pode tornar o tecido adiposo um aliado da saúde
10/07/2013
As noções de que a obesidade é prejudicial à saúde (é considerada uma doença pela Associação Americana de Medicina) e de que o exercício físico é benéfico já são bem conhecidas. 

Estudos epidemiológicos recentes demonstram que a atividade física diminui o risco de diversas doenças e está associado a uma redução do tempo em que a pessoa fica doente nos anos de sua velhice (este conceito é conhecido como compressão da morbidade). 

Novidades científicas sobre os benefícios da atividade física têm surgido regularmente. A última vem de Chicago, onde se realiza o 73º Encontro de Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes. Dois estudos utilizando camundongos e humanos demonstram que o exercício físico pode modificar o tecido adiposo, tornando-o metabolicamente mais eficiente, quando comparado ao tecido adiposo de um indivíduo sedentário, o que leva a um melhora na condição funcional de outros tecidos. 

O treinamento por um determinado período de tempo, tanto de camundongos quanto de humanos, transformou o tecido adiposo subcutâneo (chamado de tecido adiposo branco) em tecido adiposo marrom. A diferença não é só na cor. O tecido adiposo branco é um estocador de energia ao passo que o marrom é metabolicamente mais ativo, o que aumenta o gasto energético e diminui a massa total. 

A ligação entre o exercício e esta transformação do tecido adiposo é o músculo. O exercício induz no músculo a formação de uma proteína que é liberada no sangue e atua no tecido adiposo branco transformando-o em marrom. A atividade física regular levaria a um aumento constante da proteína Irisina no sangue, mantendo parte do tecido adiposo na forma marrom, que é mais eficiente no gasto de energia. 

Estes estudos sugerem também uma associação entre esta transformação do tecido adiposo com uma melhora em outros parâmetros metabólicos como a captação de glicose e sensibilidade à insulina. Mesmo que o exercício não produza uma perda de peso imediata e visível, ele está “treinando” o seu tecido adiposo e tornando-o mais ativo, o que traz benefícios ao metabolismo do organismo e à saúde como um todo. 

Há mais de dois mil anos Hipócrates, sem conhecer a biologia molecular ou a Irisina, disse: “caminhar é o melhor remédio”. Hoje entendemos um pouco melhor o porquê. 

Atividade física produz resultados garantidos sobre a saúde. Você pode começar já, mesmo com dois mil anos de atraso. 
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Comer peixe pode reduzir risco de câncer de mama
10/07/2013
Boa alimentação e um estilo de vida saudável estão associados à prevenção de várias doenças. Uma dela é o câncer de mama. 

Doença que afeta predominantemente mulheres (também pode ocorrer em homens), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum em mulheres. No Brasil, a estimativa de novos casos para 2012 foi de mais de 52.000, segundo o Instituto Nacional do Câncer. A taxa de mortalidade por este tipo de câncer continua elevada em nosso país, tendo superado as 12.000 mortes no ano de 2010. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a incidência do câncer de mama tem crescido em todo o mundo, independente da condição econômica do país. 

Uma das estratégias para tentar reduzir a incidência desta doença é a prevenção. Nas últimas décadas vários estudos epidemiológicos têm sugerido que uma dieta saudável é um fator crítico na prevenção do câncer de mama, e a gordura na dieta é um dos fatores mais estudados. Se por um lado a gordura saturada (presente nas carnes vermelhas) parece estar associada a um aumento de risco, a gordura polinsaturada produziria uma redução no risco de câncer de mama. Porém, os resultados dos estudos observacionais em humanos são inconsistentes. Ou seja, os resultados não são confirmados por pesquisas subsequentes. 

Um novo estudo foi publicado no último dia 27 de junho na revista médica inglesa British Medical Journal utilizando uma revisão sistemática da literatura científica sobre o assunto e aplicando sobre o conjunto de resultados já publicados uma metodologia chamada de meta-análise, que compila e analisa o conjunto dos resultados, com uma abordagem estatística específica, conferindo à análise um maior poder. Pois esta pesquisa concluiu que uma alta ingestão de gordura encontrada em alguns tipos de peixes (salmão, sardinha e atum, principalmente) está associada a uma redução de 14% do risco das mulheres desenvolverem câncer de mama num período de 20 anos. 

Este tipo de estudo não tem capacidade de demonstrar uma relação causa-efeito, e o possível mecanismo de ação é somente uma especulação, na qual as gorduras polinsaturadas (PUFA) ajudariam a regular a atividade de moléculas envolvidas no crescimento das células, impedindo o desenvolvimento do câncer. 

Um fator importante da pesquisa é que os autores puderam estabelecer uma relação dose-resposta entre o consumo de peixe e a redução do risco. Para cada 0,1 g/dia das gorduras polinsaturadas consumidas há uma redução de 5% no risco de câncer de mama. Segundo os pesquisadores, isto corresponde a 1 a 2 porções destes tipos de peixe por semana. 

Considerando que a ingestão destes tipos de peixe está associada a outros benefícios à saúde, que a oferta desses peixes tem aumentado no país a preços razoáveis (principalmente da sardinha e do atum), parece valer a pena investir na introdução deste hábito alimentar em nossas famílias como um fator de prevenção de doenças.

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Saiba como cuidar bem dos rins
19/03/2013
Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar. "DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna. Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano. Quando a DRC bate à porta E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina. Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira. No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor. Diabete e pressão na rédea curta Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete. De bem com a balança Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo. Alimentação equilibrada, rins a salvo Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista. Analgésicos só com orientação Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível. Devagar com a bebida Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins. Apagar o cigarro em definitivo No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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Bebida alcoólica pode ser a vilã da dieta
19/03/2013
Com o intuito de diminuir os índices de obesidade, fator de risco para o surgimento de tumores, o Fundo Internacional de Pesquisa do Câncer divulgou um relatório sobre quanto as bebidas alcoólicas afetam as tentativas de emagrecimento. Segundo o documento, pelo menos 10% das calorias consumidas por quem bebe com frequência vêm do álcool. "É importante maneirar, até porque a ingestão dessas bebidas faz com que a gordura corporal se acumule na barriga, onde se torna mais perigosa", avisa Maria Edna de Melo, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Drinques engordativos Uma lata de cerveja pilsen 150 calorias Um copo de vinho tinto 124 calorias Um copo de cuba libre (refrigerante de cola com vodca)117 calorias Uma taça de espumante 111 calorias Um copo de hi-fi (suco de laranja com vodca) 109 calorias.

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Causas do mau hálito quase sempre estão na boca, e não no estômago, dizem os especialistas
19/02/2013
Mau hálito é um daqueles assuntos constrangedores que dificilmente vem à tona. Mas, para quem apresenta o distúrbio, o ideal é encará-lo, pois na maioria dos casos é possível resolvê-lo com medidas simples. 

"A higienização correta pode ser muito eficiente porque em mais de 80% das ocorrências o problema se origina na boca, e não no estômago", afirma Hugo Roberto Lewgoy, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), professor titular de Clínica Integrada de Atenção Básica e Biomateriais da Uniban.

Segundo o especialista, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente. Quer dizer, tem que saber diferenciar a halitose fisiológica da patológica. A primeira se caracteriza por aquele cheirinho desagradável que quase todos os mortais apresentam quando acordam, relacionado ao metabolismo do corpo humano: ocorre em decorrência de uma leve hipoglicemia noturna (redução da taxa de açúcar) provocada pelo menor fluxo salivar durante o sono, aliada ao aumento da flora bacteriana.

Limpeza correta é fundamental 

Tal desconforto, no entanto, tende a desaparecer após a primeira refeição, seguida da limpeza dos dentes, das gengivas (com escovas interdental e dental convencional) e da língua (realizada com raspadores ou higienizadores linguais). "No caso patológico, é preciso procurar ajuda e recorrer a um tratamento especializado", alerta Flávio Luposeli, cirurgião dentista especialista em estética do sorriso, pós-graduado pela Sociedade Paulista de Ortodontia, com mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Também é importante não fazer jejum prolongado", completa Maurício Duarte da Conceição, pós-graduado em halitose pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

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Comer um ovo por dia não faz mal para o coração, afirma estudo
19/02/2013
A gema do ovo é rica em colesterol, mas uma nova análise acrescenta uma evidência de que ela não é o pecado alimentar que se pensava anteriormente. A análise sugere que, para a maioria das pessoas, comer um ovo por dia não faz mal para o coração.

Os pesquisadores revisaram oito estudos com 263.938 indivíduos e reuniram os dados para análise. Eles não encontraram nenhuma evidência de que comer até um ovo por dia aumente o risco de doença cardíaca ou derrame. Os resultados foram os mesmos para homens e mulheres de todas as faixas etárias.

Os diabéticos foram a única exceção. Para eles, o consumo elevado de ovos foi associado a um aumento do risco de doenças cardíacas e a um risco reduzido de acidente vascular cerebral hemorrágico. Porém, poucos indivíduos eram diabéticos nos estudos para que conclusões confiáveis fossem tiradas.

Os autores, que escreveram este mês no periódico BMJ, reconhecem que informações autorrelatadas sobre consumo de alimentos nem sempre são confiáveis e que a maioria dos estudos não tinha informações sobre os métodos de cozimento, o que pode ter afetado os resultados.

Um coautor do estudo, Dr. Frank B. Hu, professor de nutrição e epidemiologia na Universidade de Harvard, disse que comer dois, três ou mais ovos por dia pode ser prejudicial, em teoria, embora não haja dados sobre isso.

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Estudo comprova benefícios da acupuntura após cirurgia de câncer de mama
19/02/2013
Uma pesquisa inédita conduzida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiu comprovar que a acupuntura pode ser utilizada para combater complicações decorrentes de cirurgias para a retirada do câncer de mama, diminuindo, inclusive, o tempo de recuperação de males como a falta de mobilidade dos membros superiores e do linfedema (inchaço nos braços e pescoço provocado por má circulação).
A pesquisadora Michele Alem, da Faculdade de Ciências Médicas, mostrou, em sua tese de doutorado, que o método ajuda a combater os sintomas mais rápido do que a medicina convencional. "Houve melhora significativa nas limitações de amplitude de movimento de ombro na flexão, bem como no grau do linfedema, após o sexto mês de terapia com acupuntura", relata.
O procedimento padrão utilizado para combater o problema é drenagem linfática manual, que deve ser realizada em, no mínimo, três vezes por semana, com duração aproximada de 90 minutos. Além disso, a paciente deve permanecer com faixas nos locais, o que dificulta a realização das atividades diárias.

Já com a acupuntura, são necessárias menos sessões, que também duram menos tempo, para que os efeitos sejam alcançados. "Nosso trabalho utilizou uma sessão semanal, de 30 minutos", contou.

O tratamento com acupuntura para esse tipo de caso ainda não é disponibilizado na rede pública de saúde. "Por enquanto, apenas alguns fisioterapeutas, em consultórios particulares, estão utilizando essa técnica", comenta a pesquisadora, afirmando que, com a publicação do estudo, essa situação pode mudar. "Trata-se de uma comprovação inédita e, por isso, a técnica pode ser recomendada para a rede pública no futuro", disse.

Prevenção

Alem ressalta, porém, que a técnica mostra mais eficácia quando utilizada logo após a cirurgia, de maneira preventiva. "As mulheres são orientadas a aprender a conviver com o inchaço crônico do braço, somente procurando ajuda quando o quadro já está instalado, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária. Se as sessões forem feitas desde o pós-operatório, os resultados melhoram ainda mais, inclusive impedindo o aparecimento dos linfedemas", comenta.

Outro dado animador, segundo Michele, é que, além da melhora acontecer com menos sessões realizadas, nenhuma das pacientes analisadas apresentou quadros de flebite (inflamação na veia), mesmo aquelas que anteriormente ao tratamento apresentavam crises periodicamente, chegando em alguns casos a necessitar internação.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São quase 60 mil novos casos por ano, com uma média de 12 mil mortes, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Combate ao Câncer). Cerca de 25 mil mulheres precisam fazer a mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Entre essas pacientes, 63,6% têm problemas no pós-operatório.

Nos casos mais severos, o linfedema causa grande dor e impede a realização de atividades corriqueiras, como tarefas domésticas. Já a diminuição na capacidade de movimentação ocorre quando a mulher perde mais de 20 graus de amplitude de movimento (o normal é 180 graus).

Como foi feita a pesquisa

Na pesquisa, realizada de fevereiro a dezembro de 2004 em pacientes das Redes de Combate ao Câncer de Rio Claro e São Carlos, foram avaliadas 29 mulheres portadoras de câncer de mama submetidas à mastectomia radical ou quadrantectomia com esvaziamento axilar e que apresentavam linfedema e diminuição na amplitude dos movimentos.

As mulheres que aceitaram participar do estudo foram submetidas ao total de 24 sessões de acupuntura, sendo uma por semana, totalizando seis meses de tratamento. 

Foi realizada uma avaliação prévia à intervenção para a determinação do linfedema e da restrição da amplitude dos movimentos e as avaliações foram repetidas ao final do primeiro, do terceiro e do sexto mês de tratamento. Os critérios de avaliação foram aplicados em questionários que mensurava a sensação de bem-estar, impacto da cirurgia sobre a vida, sono, atividades de vida diária, sensação de peso e repuxamento no membro afetado.

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Uma alimentação incorreta pode causar gengivite e cáries. Saiba evitar certos tipos de comida.
19/02/2013
O que é uma nutrição adequada?
Nutrição adequada é a ingestão de uma dieta equilibrada para que seu corpo possa assimilar os nutrientes necessários para uma boa saúde. A cada dia, o corpo humano se renova, isto é, renova seus músculos, sua matéria óssea, sua pele e seu sangue. As substâncias que você ingere são a base para a formação destes novos tecidos. Se sua dieta contiver poucos nutrientes essenciais ao corpo, sua boca estará mais vulnerável a infecções. Quando uma criança não se alimenta corretamente, seus dentes podem não se desenvolver de maneira adequada. Para ter dentes fortes e resistentes à formação de cáries, a criança precisa de uma dieta rica em cálcio, fósforo e flúor.

Quais são os diferentes tipos de nutrientes?
Uma boa alimentação deve conter os seguintes nutrientes: 
- Carboidratos; 
- Ácidos graxos essenciais (contidos em produtos gordurosos); 
- Aminoácidos (encontrados nas proteínas); 
- Quinze vitaminas; 
- Cerca de vinte e cinco minerais; 
- Água 

Como o nosso corpo não pode fabricar todos nutrientes de que precisamos, principalmente certas vitaminas, precisamos obtê-los dos alimentos e suplementos alimentares que ingerimos. O Ministério da Agricultura Americana recomenda à população em geral a ingerir diariamente: 

- 6 a 11 porções de pão e cereais; 
- 3 a 5 porções de verduras; 
- 2 a 4 porções de frutas; 
- 2 a 3 porções de produtos derivados do leite; 
- 2 a 3 porções de carne, aves, peixe, ovos, feijão ou nozes

Por que é importante ter uma alimentação correta?
Uma alimentação incorreta pode causar gengivite e cáries. Os alimentos que têm elevado teor de carboidratos, açúcares e amidos contribuem muito para a produção dos ácidos que formam a placa bacteriana que ataca o esmalte dos dentes. Com o passar do tempo, esses ácidos destroem o esmalte, formando a cárie. 

Caso tenha que ingerir produtos com muito açúcar ou amido, consuma-os durante as refeições e não entre refeições. Evite alimentos que grudem nos dentes, pois eles podem aumentar a formação da placa bacteriana. A maior parte dos alimentos já tem ingredientes que produzem ácidos. Por isso, quanto menos você expuser seus dentes a esses ingredientes menor força terão os ácidos da placa bacteriana de atacarem o esmalte. Um aspecto positivo é o fato da produção de saliva aumentar durante as refeições, removendo os detritos alimentares da boca.

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